Acções da Marcha em mais de 20 localidades
até ontem

Vozes do trabalho <br>ecoam nas ruas

Desde o primeiro dia, a «Marcha contra o empobre- cimento – mudar de política e de Governo» permitiu que milhares de trabalhadores e outras pessoas que são atingidas pela «austeridade» expressassem publicamente os motivos do seu protesto comum.

A luta vai ter novos pontos altos no 25 de Abril e no 1.º de Maio

Image 12980

Por decisão e acção da CGTP-IN e dos dirigentes e activistas dos seus sindicatos, uniões e federações, o sucesso da Marcha foi visível logo no dia 6. Com grande participação popular e com várias provas da determinação e firmeza de quem decidiu passar do descontentamento à luta, decorreram na manhã e na tarde de sábado iniciativas em onze localidades de seis distritos.

A União dos Sindicatos do Algarve realizou desfiles em Vila Real de Santo António (saindo da Praça Marquês de Pombal) e Portimão (do Largo Gil Eanes), cerca das 9.30, e em Olhão (do Largo da Estação) e Loulé (frente ao centro de emprego), duas horas depois. De tarde, teve lugar uma manifestação em Faro, da Pontinha ao Jardim Manuel Bívar, passando pela Rua de Santo António.

Em Viana do Castelo, cerca das 10.30 horas, a marcha partia da Praça da República, para um percurso de cinco quilómetros, até à freguesia de Darque, onde teve lugar uma «passagem do testemunho». Como se relata no «diário» publicado no sítio da CGTP-IN, foi entregue à União dos Sindicatos de Braga um documento sobre a situação social do distrito e as propostas e reivindicações sindicais.
Os testemunhos dos dois distritos do Minho juntaram-se, pouco antes das 15 horas, em Braga, para serem depois transmitidos ao Porto. Uma manifestação percorreu as ruas do centro e terminou junto ao Complexo Grundig.
Ainda na manhã de sábado, houve desfiles em Vila Real, do mercado à Sé, e na Guarda, da Praça de Camões para a Câmara Municipal.

A União dos Sindicatos do Norte Alentejano promoveu concentrações e desfiles no sábado, em Gavião e Ponte de Sor, e no domingo, em Avis.

Vencendo chuva e vento, mais de três mil pessoas participaram na Marcha, no domingo à tarde, no Porto, saindo de junto da Sé, pelas ruas da zona histórica, atravessando depois a Ponde D. Luís, para o cais de Gaia. De manhã, também segundo o relato da CGTP-IN, centenas de manifestantes desfilaram em Gondomar.

Na segunda-feira, dia 8, a Marcha esteve nas ruas de Beja. Cerca das 11 horas, centenas de pessoas saíram das Portas de Mértola, em desfile, até frente ao Centro de Emprego.
No mesmo dia, trabalhadores manifestaram-se em Viseu, ligando a Segurança Social, o Centro de Emprego e o Hospital Distrital, e em Mirandela, da Rua da República à Câmara Municipal.

Anteontem, de manhã, alguns milhares de trabalhadores e outras pessoas do distrito participaram em três concentrações, em Évora. Das Portas da Alagoa, do Rossio e do hospital, desfilaram todos para a Praça do Sertório.
De tarde, iniciativas da Marcha tiveram lugar em Castelo Branco, no Fundão e, por fim, na Covilhã, onde se realizou uma manifestação com cerca de 400 pessoas.

O Secretário-geral da CGTP-IN esteve presente e interveio em Viana do Castelo, Braga, Porto, Évora e Covilhã. Além dos coordenadores das estruturas distritais, outros dirigentes da CGTP-IN participaram e intervieram nas restantes localidades.

Em todas as iniciativas, estiveram presentes membros da Comissão Política do PCP e das direcções regionais do Partido, numa expressão de solidariedade activa e empenhada, que envolveu muitos outros militantes comunistas.

Para ontem, estavam marcadas acções em Santa Maria da Feira, Grândola e Santiago do Cacém.

Boulangerie de Paris
de novo em luta

Os trabalhadores das pastelarias Boulangerie de Paris voltaram à luta, juntando-se à Marcha no Porto. O Sindicato da Hotelaria do Norte, numa foto-reportagem que publicou na sua página no Facebook, lembrou que as três pastelarias foram encerradas no dia 26 de Julho de 2012. Os trabalhadores mantiveram uma vigília, à porta, até que, em 28 de Agosto, o Tribunal nomeou uma administradora de insolvência.
Em Setembro, a empresa Maria Bolacha assumiu provisoriamente a gestão das pastelarias, que foram reabertas em Novembro, reintegrando os 32 trabalhadores. Na véspera da assembleia de credores, realizada na sexta-feira, 5 de Abril, a Maria Bolacha retirou os produtos e equipamentos das unidades e encerrou-as. No tribunal, os trabalhadores souberam que a Maria Bolacha retirou a proposta de viabilização.
Esta empresa tinha inicialmente prometido pagar de imediato tudo o que estava em dívida aos trabalhadores; depois, pediu-lhes três meses e, na proposta de viabilização, passou para cinco meses. Afinal, não pagou o salário de Agosto e o subsídio de férias, e também não pagou Março de 2013, arrecadando a receita do mês.
Em plenário, os trabalhadores decidiram requerer à administradora de insolvência a liquidação da empresa, com a venda dos estabelecimentos, incluindo nestes o pessoal. Para 26 de Abril ficou marcada a abertura de propostas de investidores interessados.




Mais artigos de: Trabalhadores

Toda a força na Marcha

O acórdão do Tribunal Constitucional sobre o Orçamento do Estado colocou o Governo à margem da Lei fundamental, pelo segundo ano consecutivo. Pelo seu conteúdo e pelas reacções que mereceu, o «chumbo» veio dar razão e ânimo à luta por outra política e outro Governo, mas é necessário intensificá-la e alargá-la, desde já, com uma forte participação na «Marcha contra o empobrecimento», promovida pela CGTP-IN e que vai culminar no sábado, em Lisboa.

A causa de uma vida

Na sessão pública de apresentação das iniciativas que a CGTP-IN vai realizar, integradas na celebração do centenário do nascimento de Álvaro Cunhal, assinalou-se que este dedicou a vida à causa dos trabalhadores.

Luta com mais razão

O acórdão do Tribunal Constitucional, que não foi tão longe quanto se exigia, veio demonstrar de novo que o Governo está fora da lei e veio dar razão à luta travada ao longo de meses e meses, por trabalho com direitos e contra a degradação das...

Professores em «tolerância zero»

P { margin-bottom: 0.21cm; color: rgb(0, 0, 0); }P.western { font-size: 10pt; }P.cjk { }P.ctl { font-family: "Times New Roman",serif; font-size: 10pt; }A:link { } Anteontem, em escolas e agrupamentos de todo o País, realizaram-se centenas de reuniões e plenários sindicais de professores e...

Algarve contra desemprego

De segunda-feira até amanhã, a União dos Sindicatos do Algarve realiza uma «semana de luta contra o desemprego». Na apresentação, em Faro, frente ao IEFP, foi instalado um mural para recolha de mensagens individuais sobre o desemprego. Na terça-feira, a partir das...